Arquivo de outubro 2011

Procuro um amor...

Por Rodrigo Martins


Eu quero um amor que permita-me ser quem eu sou,
Para que eu não precise mudar minha imagem, criar um personagem, tornar-me um ator.
Eu quero um amor que aceite os meus defeitos e reconheça as minhas qualidades,
Que não tenha medo da minha sinceridade e me ame de verdade.

Eu quero um amor da vida real, uma pessoa normal,
Que acorde de mal-humor, brigue comigo, mas não guarde rancor.
Alguém com quem eu possa rir, chorar e me irritar,
Mas que ao final do dia possamos nos perdoar.

Não quero viver uma ficção, um conto de fadas, 
Quero uma história simples, repleta de carinhos, brigas e piadas.
Um relacionamento com paixão ardente, sem esconder o que sente,
Sem ter vergonha de se declarar e que não espere o tempo passar.

Quero um amor do agora, intenso, palpável e decidido,
Vivido nesta hora, sem demora, envolvente e comprometido.
Um amor sem meios termos, com clareza do que se quer.
Desejo apenas poder alcançar o coração de uma mulher.

Internet: aliada ou inimiga da informação?

Por Rodrigo Martins

O grande "boon" do século e uma das principais responsáveis pela globalização, a internet vem conquistando um espaço cada vez maior na sociedade. Uma tecnologia que tornou-se acessível à todas as pessoas e em todos os lugares. Não é mais recurso exclusivo dos computadores, estando presente em aparelhos celulares e em outros dispositivos portáteis que vem sendo lançados no mercado.

A internet revolucionou a comunicação e a informação. Incurtou distâncias e diminuiu sigficativamente o tempo gasto com pesquisas escolares e acadêmicas. Com isso, livros, jornais e revistas pouco a pouco vão sendo descartados do cotidiano do brasileiro. Para muitos, a web é uma grande ameaça para os impressos, que tendem a se findar. No meu ponto de vista, ela é uma grande inimiga de todos os outros meios de comunicação, e principalmante da cultura.

Não quero aqui crucificar a internet, pois é um meio de comunicação que utilizo diariamente e até mesmo me tornei dependente dela. O problema não está na internet em si, mas na forma em que ela vem sendo utilizada. As pessoas dizem que o jornal impresso irá acabar, pois basta acessar um site para ter as informações em tempo real, e sem custos. O que ainda poucos perceberam, é que boa parte dos internautas utilizam a web meramente como uma forma de entretenimento.

Para notar que poucas pessoas buscam informação de verdade na net, basta visitar uma lan-house. A grande maioria dos usuários está acessando games e redes sociais. Quando acessam um site de notícias, contentam-se apenas com as manchetes, pois ler um texto com mais de três linhas tornou-se um grande calvário. 

Isso é um grande perigo para a cultura. O que podemos esparar do futuro é uma sociedade cada vez mais ignorante, com preguiça de ler um livro ou até mesmo um texto na internet, mas passa horas conferindo as atualizações do Facebook. Estamos entrando cada vez mais fundo na era da "informação inútil" e na era do comodismo. 

Quando uma pessoa está revoltada com uma situação, publica na rede social, espalha e-mails para os seus contatos, mas não toma nenhuma atitude concreta. Não se muda um mundo enviando e-mails. Pode até sensibilizar, mas isso é pouco.

Precisamos de pessoas que acreditem num futuro melhor e lutem por ele. Cidadãos que busquem mudar as suas próprias atitudes para ver o seu meio social se transformando também. Pessoas que mostrem nas redes sociais a sua indignação com as barbaridades do mundo, e deixem transparecer em suas ações a sua vontade de lutar. 

Não adianta só "curtir", tem que fazer acontecer!